TEMA: Que País é Esse
Nossa aula foi:quinta-feira,
28 de agosto de 2025 .EIXO TEMÁTICO
Música-tema: “Que País é Esse” Legião Urbana
HABILIDADES
EF07LP04 (7º ano): Identificar efeitos de sentido provocados pelo uso de figuras de linguagem.
D042_P (SAEGO): Reconhecer o efeito de sentido produzido pelo uso de figuras de linguagem.
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
Leitura e interpretação de textos literários e poéticos – letras de canções como forma de linguagem artística.
CONTEÚDO
Leitura e interpretação de textos literários e poéticos – letras de canções como forma de linguagem artística.
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender a função crítica da música como forma de expressão social.
Identificar a ideia central da letra, reconhecendo opiniões, críticas e recursos expressivos.
Participar da interpretação da canção com acompanhamento instrumental (violão + flauta doce), em um arranjo coletivo.
Refletir sobre a relação da mensagem da música com a realidade atual, desenvolvendo pensamento crítico.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Breve conversa inicial: “O que a música pode revelar sobre a sociedade?”.
Crítica social e política:
"Mostra que existem problemas no Brasil, como injustiça, corrupção ou desigualdade."
"A letra fala sobre como algumas situações do país não são justas."
Denúncia e inconformismo:
"É uma forma de protesto, de mostrar indignação."
"O cantor parece estar revoltado com o jeito que as coisas funcionam."
Reflexão sobre a realidade:
"A música faz pensar sobre o país em que vivemos."
"Ela mostra que os problemas não são só de hoje, já vêm de muito tempo."
Função social da arte:
"A música pode fazer as pessoas refletirem."
"Ela é uma forma de falar coisas que às vezes não aparecem na televisão ou nos jornais."
Identidade e sentimentos coletivos:
"A música representa os sentimentos do povo."
"Mostra que os artistas também participam da vida social e política do país."
Apresentação do contexto histórico e social da
canção (anos 80, crítica política e social).
Contexto em 3 pontos
Origem e lançamento: composta por Renato Russo em 1978, ainda no Aborto Elétrico, e lançada pela Legião Urbana no álbum de 1987, já na abertura política; a demora reforça a ideia de “ainda precisamos fazer a mesma pergunta” na redemocratização.
Clima político e social: transição pós-ditadura, Assembleia Constituinte a caminho da Constituição de 1988, porém com marcas de censura recente, descrédito institucional e denúncias sobre indígenas e violência; a letra condensa esse cenário crítico.
Economia e cotidiano: 1987 tem hiperinflação e crise, parte da chamada “década perdida”; a música vira voz geracional de indignação, conectando “favelas” e “Senado” para expor a sujeira estrutural.
O que dizer em 60–90 segundos
“Esta música nasceu em 1978, no final da ditadura, e só saiu em 1987, quando o Brasil tentava se reconstruir; é um rock de protesto que pergunta, com ironia, que país somos, denunciando corrupção, violência e desigualdade”.
“Na época, o país vivia hiperinflação e uma transição para a nova Constituição; a letra contrapõe esperança e desrespeito às leis, mostrando que o problema atravessa a sociedade, da periferia às instituições”.
“Por isso ela segue atual: conecta passado e presente e nos convida a pensar sobre que país queremos ao cantar juntos”.
Ganchos para a discussão
Por que a pergunta do título continua fazendo sentido décadas depois? Relacione com a redemocratização e os desafios que persistiram após 1987.
Como a letra usa ironia para criticar instituições e a imagem do Brasil no exterior? Observe trechos sobre Constituição e “piada no exterior” para discutir efeito de sentido.
Quais problemas sociais aparecem e como se distribuem pelo território? Mencione referências a regiões e povos indígenas para ligar linguagem e realidade social.
Conexões com a execução musical
Execute o violão destacando o caráter direto e urgente do punk/rock da faixa, que reforça a mensagem crítica do texto; depois, acrescente flautas na linha melódica para dar contraste tímbrico e sustentar o refrão coletivo.
Use a performance para marcar pausas estratégicas antes do refrão, convidando a turma a ouvir e responder à pergunta-título de maneira consciente, conectando letra e contexto histórico.
O professor toca a música no violão para que os
alunos cantem juntos.
Repetição: alunos divididos em dois grupos – canto e execução simples da linha melódica no flauta doce, alternando papéis.
Leitura da letra projetada e diálogo guiado:
Qual é a ideia central da música? (fato x opinião).
Que crítica social ou política se destaca?
Denúncia de corrupção estrutural e impunidade, conectando “poder” e “rua”, sugerindo que o problema é sistêmico e não apenas pontual.
Exposição de desigualdade social e violência como marcas do cotidiano, contrapostas ao ideal de um país democrático e justo.
Questionamento da credibilidade das instituições e do respeito às leis, indicando um “país” em conflito entre discurso e prática.
Há ironia ou metáforas? Quais efeitos de sentido
produzem?
Ironia: a pergunta “Que país é esse?” funciona como reprovação velada, não busca resposta informativa, mas provoca constrangimento crítico; o efeito é questionar a identidade nacional e desnaturalizar o “jeitinho” e a impunidade.
Metáforas/hipérboles: imagens que ampliam a sujeira/violência como algo “espalhado por todo lado” produzem efeito de totalidade e urgência; o exagero calculado reforça a indignação coletiva.
Contrastes semânticos (periferia × instituições; lei × prática) criam efeito de choque, evidenciando incoerências do projeto democrático e estimulando leitura crítica de fato × opinião.
Essa mensagem ainda faz sentido hoje? De que
maneira?
Persistência de desigualdade, violência e escândalos de corrupção mantém a pergunta relevante; a canção vira lente para ler o presente e discutir cidadania, ética e participação social.
A crítica à distância entre Constituição/leis e a experiência cotidiana ainda ecoa no debate público, permitindo relacionar letra, contexto histórico e problemas atuais.
Em sala, a atualidade aparece quando estudantes conectam a letra a notícias, vivências locais e redes sociais, percebendo a música como discurso cívico e não apenas entretenimento.
Trabalho em grupos pequenos: cada grupo responde
uma questão e compartilha em socialização com a turma.
Dinâmica de síntese: cada aluno escreve uma palavra
ou frase em cartolina coletiva: “O Brasil que eu vejo hoje…”.
Execução final da música com canto coletivo +
flauta doce + violão.
🔖 MATERIAIS NECESSÁRIOS🎒
Violão (professor).
Flautas doces (alunos).
Letra da canção impressa/projetada.
Quadro/cartolina e canetas coloridas.
Caixa de som (quando disponível).
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Avaliação formativa e processual, considerando:
Linguagem: análise crítica de letra (compreensão de ideia central, opinião/fato, recursos linguísticos).
Música: participação no canto coletivo e na execução da flauta doce.
Socioemocional: envolvimento no trabalho em grupo, colaboração e reflexão coletiva durante o fechamento.
🔖MATERIAL🎒
Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia-ia-ia
Na Baixada Fluminense
Mato Grosso, Minas Gerais
E no nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso
Mas o sangue anda solto
Manchando os papéis
Documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as alma
Dos nossos índios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Nossa aula foi:
Música-tema: “Que País é Esse” Legião Urbana
EF07LP04 (7º ano): Identificar efeitos de sentido provocados pelo uso de figuras de linguagem.
D042_P (SAEGO): Reconhecer o efeito de sentido produzido pelo uso de figuras de linguagem.
Leitura e interpretação de textos literários e poéticos – letras de canções como forma de linguagem artística.
Leitura e interpretação de textos literários e poéticos – letras de canções como forma de linguagem artística.
Os objetivos da aula são:
Compreender a função crítica da música como forma de expressão social.
Identificar a ideia central da letra, reconhecendo opiniões, críticas e recursos expressivos.
Participar da interpretação da canção com acompanhamento instrumental (violão + flauta doce), em um arranjo coletivo.
Refletir sobre a relação da mensagem da música com a realidade atual, desenvolvendo pensamento crítico.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Breve conversa inicial: “O que a música pode revelar sobre a sociedade?”.
Crítica social e política:
"Mostra que existem problemas no Brasil, como injustiça, corrupção ou desigualdade."
"A letra fala sobre como algumas situações do país não são justas."
"É uma forma de protesto, de mostrar indignação."
"O cantor parece estar revoltado com o jeito que as coisas funcionam."
"A música faz pensar sobre o país em que vivemos."
"Ela mostra que os problemas não são só de hoje, já vêm de muito tempo."
"A música pode fazer as pessoas refletirem."
"Ela é uma forma de falar coisas que às vezes não aparecem na televisão ou nos jornais."
"A música representa os sentimentos do povo."
"Mostra que os artistas também participam da vida social e política do país."
Contexto em 3 pontos
Origem e lançamento: composta por Renato Russo em 1978, ainda no Aborto Elétrico, e lançada pela Legião Urbana no álbum de 1987, já na abertura política; a demora reforça a ideia de “ainda precisamos fazer a mesma pergunta” na redemocratização.
Clima político e social: transição pós-ditadura, Assembleia Constituinte a caminho da Constituição de 1988, porém com marcas de censura recente, descrédito institucional e denúncias sobre indígenas e violência; a letra condensa esse cenário crítico.
Economia e cotidiano: 1987 tem hiperinflação e crise, parte da chamada “década perdida”; a música vira voz geracional de indignação, conectando “favelas” e “Senado” para expor a sujeira estrutural.
“Esta música nasceu em 1978, no final da ditadura, e só saiu em 1987, quando o Brasil tentava se reconstruir; é um rock de protesto que pergunta, com ironia, que país somos, denunciando corrupção, violência e desigualdade”.
“Na época, o país vivia hiperinflação e uma transição para a nova Constituição; a letra contrapõe esperança e desrespeito às leis, mostrando que o problema atravessa a sociedade, da periferia às instituições”.
“Por isso ela segue atual: conecta passado e presente e nos convida a pensar sobre que país queremos ao cantar juntos”.
Por que a pergunta do título continua fazendo sentido décadas depois? Relacione com a redemocratização e os desafios que persistiram após 1987.
Como a letra usa ironia para criticar instituições e a imagem do Brasil no exterior? Observe trechos sobre Constituição e “piada no exterior” para discutir efeito de sentido.
Quais problemas sociais aparecem e como se distribuem pelo território? Mencione referências a regiões e povos indígenas para ligar linguagem e realidade social.
Execute o violão destacando o caráter direto e urgente do punk/rock da faixa, que reforça a mensagem crítica do texto; depois, acrescente flautas na linha melódica para dar contraste tímbrico e sustentar o refrão coletivo.
Use a performance para marcar pausas estratégicas antes do refrão, convidando a turma a ouvir e responder à pergunta-título de maneira consciente, conectando letra e contexto histórico.
Repetição: alunos divididos em dois grupos – canto e execução simples da linha melódica no flauta doce, alternando papéis.
Qual é a ideia central da música? (fato x opinião).
Denúncia de corrupção estrutural e impunidade, conectando “poder” e “rua”, sugerindo que o problema é sistêmico e não apenas pontual.
Exposição de desigualdade social e violência como marcas do cotidiano, contrapostas ao ideal de um país democrático e justo.
Questionamento da credibilidade das instituições e do respeito às leis, indicando um “país” em conflito entre discurso e prática.
Ironia: a pergunta “Que país é esse?” funciona como reprovação velada, não busca resposta informativa, mas provoca constrangimento crítico; o efeito é questionar a identidade nacional e desnaturalizar o “jeitinho” e a impunidade.
Metáforas/hipérboles: imagens que ampliam a sujeira/violência como algo “espalhado por todo lado” produzem efeito de totalidade e urgência; o exagero calculado reforça a indignação coletiva.
Contrastes semânticos (periferia × instituições; lei × prática) criam efeito de choque, evidenciando incoerências do projeto democrático e estimulando leitura crítica de fato × opinião.
Persistência de desigualdade, violência e escândalos de corrupção mantém a pergunta relevante; a canção vira lente para ler o presente e discutir cidadania, ética e participação social.
A crítica à distância entre Constituição/leis e a experiência cotidiana ainda ecoa no debate público, permitindo relacionar letra, contexto histórico e problemas atuais.
Em sala, a atualidade aparece quando estudantes conectam a letra a notícias, vivências locais e redes sociais, percebendo a música como discurso cívico e não apenas entretenimento.
Violão (professor).
Flautas doces (alunos).
Letra da canção impressa/projetada.
Quadro/cartolina e canetas coloridas.
Caixa de som (quando disponível).
Avaliação formativa e processual, considerando:
Linguagem: análise crítica de letra (compreensão de ideia central, opinião/fato, recursos linguísticos).
Música: participação no canto coletivo e na execução da flauta doce.
Socioemocional: envolvimento no trabalho em grupo, colaboração e reflexão coletiva durante o fechamento.
Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia-ia-ia
Na Baixada Fluminense
Mato Grosso, Minas Gerais
E no nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso
Mas o sangue anda solto
Manchando os papéis
Documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as alma
Dos nossos índios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
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